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DOENÇA CELIACA: BREVE INTRODUÇAO

A doença celíaca é cada vez mais comum nos países que culturalmente têm como base dietas em produtos contendo glúten em particular os países europeus e americanos.

Estudos recentes dizem que a incidência está aumentando nestas áreas e começa a se manifestar, mesmo em áreas que historicamente estavam livres da doença. Quase todo mundo tem um amigo ou parente que sofre, desde criança, ou apenas recentemente, mas as informações e os mitos sobre o assunto ainda são muitos. Com este artigo, vamos trazer alguns esclarecimentos.
Primeiro, uma pessoa que precisa eliminar os produtos que contêm glúten da sua dieta não necessariamente sofre de doença celíaca. Portanto as doenças que podem causar distùrbios em relação ao glúten são três:

  • alergia ao trigo
  • sensibilidade ao glúten não celíaco (NCGS)
  • doença celíaca.

Todas as três doenças são curados com dieta livre de glúten, e os sintomas podem ser semelhantes, mas os mecanismos pelos quais elas se originam, e a gravidade das lesões que podem causar a longo prazo no paciente são muito diferentes.

Alergia ao trigo

É assim definida porque na realidade não só o glúten, mas outras proteínas também podem desencadear uma reacção alérgica. Como em todas as outras alergias alimentares, a reação é muito próxima ao tempo de ingestão; podem ocorrer náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarreia e reações cada vez mais violentas e espalhadas com ingestões sucessivas à primeira. Pode-se chegar à morte por edema das vias aéreas superiores, resultando em asfixia, e choque anafilático. Esta alergia como aquelas a produtos lácteos e a crustáceos, pode surgir em qualquer momento da vida do paciente, especialmente se a pessoa em questão tem outros tipos de alergias, mas é improvável a regressão. Portanto, já que evoluções rigorosas também podem ocorrer com a ingestão de alimentos que contenham trigo, sugere-se a adoção de uma dieta sem glúten para o resto da vida.

Sensibilidade ao glúten não celíaco

É uma doença que começou a ser estudada recentemente. Os mecanismos de ação da doença ainda não foram definidos de forma unívoca. Tudo aquilo que se pode afirmar até agora é que o paciente que apresenta sintomas intestinais ou extraintestinais algumas horas após a ingestão de glúten (que não podem ser diagnosticados com a doença celíaca ou alergia ao trigo), sofre de sensibilidade ao glúten não celíaco. A mesma definição, no entanto está sendo discutida porque parece que, neste caso, não é apenas o glúten que desencadeia as reações, mas outras proteínas do grão estão envolvidas. Os estudos atuais mostram que esta sensibilidade pode ser transitória e que, após um período de dieta sem glúten, é possível tentar reintroduzir gradualmente os alimentos incriminados sem desencadear mais os sintomas observados anteriormente. Esta doença pode causar diarréia, constipação, sangramento do trato intestinal, que se manifestam através de fezes escuras e malcheirosas por causa do sangue digerido, dores abdominais, mas também pode se manifestar através de dores de cabeça, cansaço, confusão, erupção cutânea ou cãibras musculares difusas.

Uma reação cutânea provavelmente causada pela introdução de glúten em um paciente com quadro evidente de doença celíaca. Início.
Uma reação cutânea provavelmente causada pela introdução de glúten em um paciente com quadro evidente de doença celíaca. Início.


Doença celíaca

A doença celíaca é uma doença autoimune, isto é, um caso em que os anticorpos no nosso organismo reconhecem

como prejudicial uma proteína que, na verdade, não é, e fazendo com que a ataque procurando a mesma reação que desencadearia contra uma infecção. A reação pode ser mais ou menos pronunciada e, portanto, pode levar o paciente a estar ciente, desde criança, de ter que aderir a uma dieta completamente sem glúten, ou só pode ser descoberto na idade adulta. Estas formas diferentes têm nomes diferentes e aparecem com diferentes sintomas iniciais. No caso da forma típica, tem-se a suspeita no momento do desmame, por falta de apetite, diarreia e atraso de crescimento, enquanto na forma atípica frequentemente o sintoma mais proeminente não é intestinal, mas uma anemia persistente. No entanto, a longo prazo uma dieta inadequada pode levar a danos muito graves e até à morte em todos os pacientes. A reação que se desencadeia, de fato, é uma reação inflamatória persistente, fazendo com que o intestino seja incapaz de fazer corretamente o seu trabalho, ou seja, causa má absorção dos nutrientes, resultando em formas de anemia, perda de peso, fadiga e deficiências de vitaminas, e traz a uma reação de defesa da parede intestinal interior, que é comparável a uma ferida. O tecido que substituirá o usual é mais resistente às lesões, mas não é absolutamente capaz de realizar as funções do tecido intestinal normal, causando a piora da má absorção e da desnutrição já presente. Podem também, ocorrer hemorragias mais ou menos importantes, as mutações do tumor das células tão submetidas ao estresse, e, mais raramente, enfartes e / ou perfuração intestinal.

Uma reação da pele provavelmente causada ou concausada pela introdução de glúten em um paciente com quadro evidente de doença celíaca. A evolução da situação na figura anterior.
Uma reação da pele provavelmente causada ou concausada pela introdução de glúten em um paciente com quadro evidente de doença celíaca. A evolução da situação na figura anterior.

Nestes casos, a dieta isenta de glúten é a cura, e deve ser mantida a partir do diagnóstico. Os pacientes com doença celíaca não podem ingerir nem mesmo traços de glúten, e é por isso que eles são muitas vezes relutantes a comer em lugares fora de sua casa. De fato, basta que a panela usada para a comida tenha entrado em contato com alimentos que apresentamo glúten, ou que previamente se tenha passado farinha na superfície sobre a qual se trabalha para colocá-los sob situações de ameaça severa: situaçoes que se enquadram no risco de contaminação. Além disso, é necessário considerar que, muitas vezes, outras doenças auto-imunes são associadas com a doença celíaca. A doença é de fato ligada a uma estrutura particular do gene, e compartilha com outras doenças, tais como diabetes tipo 1, tireoidite de Graves ou Hashimoto ou hepatite auto-imune.

Mas o que fazer em caso de suspeita de doença celíaca?

Atualmente, o diagnóstico se efetua recebendo antes os exames de sorologia e depois uma endoscopia gastrointestinal, com biópsia. Os testes sorológicos são destinados a identificar os anticorpos que desencadeiam a reação contra o glúten, os AGA (anticorpos anti-gliadina de classe IgA e IgG), os EMA ( anticorpos anti-endomísio de classe IgA) e os tTG ( anticorpos anti -transglutaminasi dos tecido de classe IgA). No entanto, em alguns casos, a positividade pode ser distorcida ou questionável, porque muitas vezes, por mecanismo de autodefesa, aqueles que percebem que desenvolvem distúrbios após a ingestão de alimentos que contêm glúten, naturalmente tendem a excluí-los de sua dieta.
Na fase de diagnóstico, no entanto, é importante lembrar da necessidade de o paciente ter uma dieta variada e, possivelmente, com médio e alto conteúdo de glúten. O próximo passo é menos agradável, não por causa da dor, já que as amostras de tecido retiradas por biópsia são pequenas e ainda não se sente a irritação, mas pela necessidade de introdur um tubo na garganta do paciente até o estômago e, em seguida, ainda mais para baixo, para o duodeno. É um método influenciado pela condição psicológica das pessoas submetidas a ele, porque pode torná-lo impossível ou gerar risco de lesão pela passagem do tubo, pela contração dos músculos ou pelo desejo de vomitar. É possível solicitar uma anestesia leve, mas é impossível realizar o exame sob anestesia geral. É importante, no entanto, efetuar endoscopia para ver as condições em que se encontra a parede intestinal, e para ser capaz de determinar, analisando as amostras se já existem mutações do tecido em curso. Caso os testes sorológicos e a endoscopia sejam discordantes, Pode se seguir adiante evidenciando os padrões genéticos sobra os quais falamos anteriormente.
Pizza sem glúten feita em casa graças à mistura de farinhas sem glúten no ambiente doméstico sem risco de contaminação. Uma pizza que não parece sem sabor ou desagradável ao paladar 🙂

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Uma porção de panquecas caseiras sem glúten. Uma vida sem glúten exige esforços não só do paciente, mas também do contexto, do ambiente em que se encontra, mas não determina necessariamente uma privação ou um estilo de vida mais restrito. Tudo é mais difícil, mas não impossível.

Uma vez definido que se deve seguir uma dieta livre de glúten, porém, é necessário entender o que deve ser evitado. O glúten está incluído naturalmente no trigo, centeio, aveia, cevada, espelta, kamut, triticale e cuscuz. Não há no milho, arroz, trigo sarraceno e quinoa. Entretanto, deve-se prestar atenção às coisas nas quais, num primeiro momento, não pensaríamos. Por exemplo, a cerveja deve ser evitada (a menos que seja sem gluten ou feita a partir de ingredientes naturalmente isentos de glúten e com uma corrente e num ambiente de produção que não está contaminado: depois, beber apenas cerveja que têm a certificação apropriada “isento de glúten”), assim como é necessário prestar atenção para os rótulos de embutidos (as salsichas de qualidade normalmente não devem conter), para os molhos vendidos em embalagens, porque eles podem, por vezes, conter glúten como um agente espessante, assim como as balas, especialmente aquelas de goma, e até mesmo algumas preparações farmacêuticas. O rótulo é a base de conhecimento preciso e claro da presença de glúten. Felizmente, no processo de atualizar este post, muitas empresas têm desenvolvido métodos, procedimentos e técnicas a fim de evitar a utilização de ingredientes com glúten e agir em ambientes contaminados ou tornar-se contamináveis. Famílias com um membro celíaco preferem, muitas vezes, por razões de segurança, se adaptar à dieta sem glúten, pelo alto risco de contaminação sobre o qual já falamos. Muitos restaurantes hoje, especialmente na Itália, têm se equipados com duas cozinhas, uma das quais é totalmente dedicada à preparação de alimentos para celíacos, e empresas que também querem produzir tanto alimentos com glúten como sem estão equipadas para dividir a produção em plantas diferentes. Um ótimo e fundamental trabalho de informação e controle foi feito ao longo dos anos pela AIC, Associação Italìana dos Celíacos, que publica e distribui anualmente as suas listas atualizadas de empresas registradas e também dos produtos individuais que são garantidos como inofensivos. Tanto nos produtos de balcão como nos restaurantes, vocês podem procurar o símbolo da espiga cruzada, que é garantido pela AIC como resultado de controles rigorosos e concedido com um contrato renovável de três anos. Fora da Itália, infelizmente, existe pouca atenção a ser dada as pessoas com uma queixa hoje comum, de modo que seria aconselhável verificar antes de utilizar a AIC, sempre, ou através de outros sites. Em caso de dúvida, confirme rigorosamente se os produtos preparados por você tenham matérias primas com risco mais baixo de contaminação.
img_20141031_194306-senza-glutineO logotipo sem glúten, que certifica e garante a ausência de glúten no produto a ser comercializado ou que a atividade ou o processo está em conformidade com os requisitos da especificação para a protecção das dietas sem glúten
Este artigo não pretende ser um tratado, mas uma ferramenta para ajudar todos a compreender o que é a doença celíaca, como é abordada e as limitações que podem levar as pessoas que sofrem com isso. Espero ter alcançado o objetivo.

H.P.

 

 

 

 

 

 

(Trad. 

Vanessa Mara Pessoa
)

 

Mais informações:

Per approfondire:
epidemiologia della celiachia
diagnosi disordini legati al glutine
linee guida per diagnosi e follow-up
patologie autoimmuni correlate alla celiachia
studi per terapia farmacologica

(Foto e commenti di G P El Cid )

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